Este objetivo propõe a erradicação da extrema pobreza e da fome.
Para tal, os desafios são: reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população que vive abaixo da linha da pobreza e a proporção da população que sofre com a fome. Trabalhar nessas metas exige programas de geração de renda, redução da elevada desigualdade entre ricos e pobres e direito à alimentação saudável para todos.
Garantir que todas as crianças, de ambos os sexos, de todas as regiões do País, independentemente da cor, raça e sexo, terminem o ensino fundamental.
Aqui, o esforço é pela melhoria da qualidade do ensino e pela ampliação do número de anos de estudo.
Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres, eliminando as disparidades em todos os níveis de ensino.
Aqui, trata-se também de combater o preconceito, ampliar as chances das mulheres no mercado de trabalho, com melhores empregos, salário igual ao dos homens para iguais funções e maior participação feminina na política.
Reduzir em 2/3 a mortalidade de crianças menores de 5 anos de idade.
O caminho para reduzir esse número dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticas e programas, dirigidos às crianças, às famílias e às comunidades.
Reduzir em ¾ a taxa de mortalidade materna.
Este Objetivo só será alcançado com a promoção integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva. A presença de pessoal qualificado na hora do parto será o reflexo do desenvolvimento de sistemas integrados de saúde pública.
Combater o HIV/Aids, malária e outras doenças, detendo sua propagação e começando a inverter a tendência atual.
Para tal, dependerá fundamentalmente do acesso da população à informação e aos meios de prevenção e de tratamento, sem descuidar da criação de condições ambientais e nutritivas que estanquem os ciclos de reprodução dessas doenças.
Garantir a sustentabilidade ambiental.
Este objetivo tem importantes desafios a serem superados: a integração dos princípios da sustentabilidade às políticas nacionais; o acesso à água potável e esgotamento sanitário; e a melhoria dos assentamentos precários.
Estabelecer uma parceria para o desenvolvimento.
Este objetivo tem a ver com você, diretamente. É um convite para oferecer suas capacidades e conhecimentos em algum projeto para a melhoria da qualidade de vida de sua cidade. Procure inspiração em projetos bem sucedidos nos links indicados neste Portal.
A demanda global por produtos pecuários deve apresentar um forte crescimento até 2050 em meio a aumentos de população, e investimentos substanciais no setor são necessários para ampliar a produção, afirmou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Fortes investimentos e governança são necessários para que a produção pecuária atenda à crescente demanda e garanta a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a saúde humana, disse a FAO.
Esta avaliação faz parte do relatório anual sobre a Situação da Agricultura e dos Alimentos, que avalia o setor pecuário pela primeira vez desde 1982. A pecuária, que contribui com 40 por cento do valor global da produção agropecuária, tem crescido rapidamente e deve se ampliar impulsionada pela demanda em países em desenvolvimento já que a tendência é que a renda das pessoas aumente e elas se mudam para as cidades, de acordo com a FAO.
Dobro de carne
Segundo a FAO, a produção global anual de carne deve subir para 463 milhões de toneladas até 2050 ante 228 milhões de toneladas agora. O rebanho de bovinos deve subir de 1,5 bilhão de cabeças para 2,6 bilhões, e o de cabras e ovelhas passaria de 1,7 bilhão para 2,7 bilhões, disse a FAO.
Isso, por sua vez, vai ampliar a demanda por grãos para ração em 553 milhões de toneladas no período, o que responderia por cerca de metade do aumento total de demanda, disse a agência.
Impacto ambiental
A pecuária é um dos maiores emissores de gases do efeito estufa e o maior usuário mundial de recursos da terra, com os pastos e as terras usadas para produção de ração respondendo por quase 80 por cento de toda a terra agrícola, disse a FAO. A atividade tanto contribui quanto sofre com a mudança climática e deve ser desenvolvida de uma maneira ecologicamente correta, ou vai elevar a pressão sobre o uso de terras, água, ar e sobre a biodiversidade.
Alguns países fizeram avanços na redução da poluição e do desmatamento ligados à produção pecuária, mas muitos outros precisam adotar políticas apropriadas e mecanismos baseados no mercado, como taxas para uso dos recursos naturais ou pagamentos por serviços ambientais, disse a agência.